Transmitindo saberes ancestrais nas escolas de Guamaré e preservando a técnica da pesca artesanal.
A APMAG leva para dentro das salas de aula do município o diálogo sobre a importância dos manguezais, a sociobiodiversidade e o respeito aos ciclos da natureza. Através de palestras e oficinas práticas direcionadas aos estudantes da rede pública e particular, semeamos a conscientização ambiental e o orgulho pelas raízes tradicionais de Guamaré.
A tarrafa é uma das artes de pesca mais antigas e tradicionais da humanidade, com registros milenares em civilizações de vários continentes que dependiam dos rios e mares para a sua subsistência. Na costa brasileira e nos estuários do Nordeste, o uso da tarrafa foi herdado dos povos indígenas e adaptado pelas comunidades tradicionais costeiras.
Mais do que um simples apetrecho de captura, a tarrafa representa uma extensão do corpo do pescador artesanal: exige leitura rigorosa da lâmina d'água, percepção do movimento cardumeiro e precisão no arremesso circular.
Representação das partes e distribuição dos pesos.
A estrutura de uma tarrafa tradicional é composta por partes milimetricamente calculadas:
Na pesca artesanal sustentável com tarrafa — voltada fundamentalmente à captura de peixes e camarões estuarinos —, o dimensionamento correto da malha é uma ferramenta indispensável de preservação dos estoques pesqueiros. O uso de malhas regulamentadas permite que os indivíduos jovens (abaixo do tamanho mínimo reprodutivo) escape livremente, garantindo a renovação natural das espécies nas águas de Guamaré.
Conservação do Apetrecho: Após a faina nas águas salobras, a tarrafa passa por um ritual de manutenção: lavagem em água doce para remoção de resíduos de lama e sal, secagem à sombra para evitar a degradação das fibras e reparos preventivos na panagem.
Arraste para o lado para conferir os registros das oficinas e da faina artesanal.