Um santuário ecológico de transição no litoral norte potiguar.
Localizada no litoral norte do Rio Grande do Norte, Guamaré é marcada por uma paisagem única onde o rio e o mar se encontram. Seus manguezais exuberantes, estuários ricos em nutrientes e as tradicionais salinas moldam não apenas a economia local, mas a própria identidade de seu povo.
Esses ecossistemas são o berçário da vida marinha e o sustento de gerações que aprenderam a ler as marés, respeitar os ciclos da natureza e viver em harmonia com o meio ambiente sem destruí-lo.
Cultura, ancestralidade e a guarda dos saberes populares.
Os povos e comunidades tradicionais são grupos culturalmente diferenciados que reconhecem sua própria identidade, ocupam e usam territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica.
No Brasil, essas populações desempenham um papel civilizatório fundamental: são as principais guardiãs da sociobiodiversidade. Através da oralidade, da medicina popular, do manejo cuidadoso da terra e das águas, elas garantem a transmissão de conhecimentos milenares de geração para geração, provando que é possível produzir sem esgotar os recursos do planeta.
Força, trabalho artesanal e sustentabilidade nas marés.
As marisqueiras são mulheres trabalhadoras que tiram dos manguezais e estuários o sustento de suas famílias. Com uma técnica refinada repassada por mães, avós e tias, elas entram na lama do mangue para catar o sururu, o caranguejo, a ostras e diversos mariscos com profundo respeito ao tempo da natureza.
Mais do que uma atividade econômica de subsistência, a cata do marisco é um modo de vida, um ato político de resistência territorial e preservação ambiental.
Pescadores, Marisqueiras e Artesãs: O ser de nossas existências.
Para o nosso povo, o manguezal não é apenas um local de trabalho ou um recurso a ser explorado; ele é a nossa farmácia viva, nossa morada, nossa despensa e a própria extensão da nossa vida. A APMAG une quem tira o sustento das águas e quem transforma a matéria da terra em arte.
Os guardiões das águas e dos estuários, que conhecem os segredos das marés e a fartura que o rio e o mar generosamente compartilham.
As mãos que entram na lama sagrada do mangue para catar o marisco, mantendo um pacto milenar de respeito aos ciclos da reprodução natural.
Aquelas que dão nova vida aos elementos da natureza, transformando conchas, sementes, escamas e biofios em identidade, cultura e autonomia.
Monitoramento diário para o trabalho seguro nos estuários e manguezais de Guamaré.
Previsão das alturas das marés ao longo do dia para navegação e cata.
Ventos e precipitação estimados para a região costeira.
Dados oficiais integrados (Marinha do Brasil & INMET) em tempo real
Variação do nível da água (em metros) ao longo das 24 horas de hoje.
Parâmetros essenciais para a segurança na faina e cata.
⚠️ Condição de Navegabilidade: Favorável nos canais principais dos estuários. Atenção redobrada nas luas de sizígia (maré alta extrema).
Mutirão de mobilização e limpeza na Orla do Aratuá, em parceria com a SEMURB, Save Brasil e parceiros locais.
Ver galeria de fotos e detalhes completos →Apresentação do projeto de pesquisa colaborativa interinstitucional voltado ao fortalecimento e valorização das marisqueiras do Nordeste.
Ler matéria completa e eixos de atuação →Levando a educação ambiental para as redes pública e particular, unida ao resgate histórico, anatômico e sustentável da pesca de tarrafa nos estuários.
Ver conteúdo completo e histórico das tarrafas →Celebração ao Dia Mundial do Crochê, exaltando a arte que transforma fios em sustento, esperança e resistência nas mãos das mulheres de Guamaré.
Ler homenagem completa e ver galeria →Guamaré: encontro de mar, rios e memórias. Programação gratuita com oficinas, conversas, mostra na Orla de Aratuá, concerto da Filarmônica da UFRN e Forró das Águas.
Ver programação completa →